*** Mostra Drift - apresentações de performances
(ingressos gratuitos para participantes do DRIFT):

Os ingressos estarão à venda no CPC Gargarullo (em frente à praça da bandeira) no valor de R$5,00 (cinco reais) à partir do dia 02 de setembro de 2009 às 9h da manhã.

**Ingressos limitados por apresentação.

Também estarão disponíveis bônus para assistir todas as apresentações no valor de R$20,00 (vinte reais).

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dia 03 - quinta
20h
Espelho, espelho meu
Raquel Aguilera

21h
The Cupboard
PJM e Thelma Sharma

dia 04 - sexta
20h
Espelho, espelho meu
Raquel Aguilera

21h
A solidão de Dom Quixote
Urias de Oliveira


dia 05 - sábado
20h
Victima - Patron Saint of Rape Victims
PJM e Thelma Sharma

21hs
Rounin
Leandro De Maman

dia 06 - domingo
20hs
In process
Antígone Spanou, Carlos Rezende e James Turpin

21hs
Estranho, eu não sou Hamlet
Flávio Rabelo

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Releases Performances

Espelho, espelho meu...

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
Cecília Meireles

A imagem refletida, o visceral e a vaidade, o ventre e o silêncio, a nuance efêmera da luz, a intimidade e o rompimento da fronteira entre espectador e performer. Este trabalho investiga partituras físicas criando uma qualidade de estado, baseado na respiração e em poucos movimentos.

A performance atende uma pessoa por vez, com a duração de 15 min. O ambiente que cerca esta performance, acontece em uma pequena tenda envolvida por tecidos e um abajour, que envolve o espectador numa atmosfera cúmplice e acolhedora. A concepção deste ambiente é inspirada na fala da parteira domiciliar, Heloisa Lessa, que na ocasião do nascimento de minha filha mais nova, falava da necessidade instintiva da mulheres de estarem em lugares íntimos e seguros na hora que vão parir.

Ficha Técnica
Jorge Lopes Ramos e Raquel Aguilera
Poesia: Cecília Meireles

Limite de ingressos: 10 ingressos para o dia 03 e 10 ingressos para o dia 04

The Cupboard
In the dark of a household cupboard, among buckets and pencils and pieces of string, a strange friend waits. Enter a secret hiding place, where the detritus of mundane life is transformed, and imagination flies.

Where does a child retreat to when she's afraid? This installation invites one audience member to step into a secret hiding place, and meet one performer. Why do we hide, and how can imagination and play allow us an escape? In the dark, child and guide – audience and performer – dream and play together. Evoking memories of the out-of-place child in an adult world, they retreat into their imaginations, hiding from things that should never be seen or heard.

Creative Team
Thelma Shama
Persis Jade Maravalla
Jorge Lopes Ramos

Limite de ingressos: 20

Victima - Patron Saint of Rape Victims
A durational interactive performance installation for four female performers

In a small black box space, the audience/participants enter into a ritual of absolution and transference. The atmosphere is hushed, reverential, holy and almost oppressive but it is not austere. Rather it is like a choclate box in its lushness with the symbols and relics of the saint scattered around. Incense burns and the only light is that of a hundred small tea lights. This is the shrine of Victima - patron saint of rape victims - and all who have come are there to contemplate their own relationships to religion, the asking for forgiveness, the creation of small gods, the transference of hopes, fears and dreams, and to engage in a powerful ritual. They are invited to engage with the saint in the manner of pilgrims, offering their prayers and kneeling at the foot of the saint.
Saint Victima is displayed as a contemporary female martyr - draped down a decadent red staircase in the habit of her sisters - skimpy clothes and trashy hair, make-up and footwear. Scattered around her are her relics - a white stiletto, make-up, feather boas, symbols of feminine sexuality and provocation.
She is contorted, upside down, spread-eagled, bloodied and battered.
The pilgrims are met by one of three handmaidens, votives of Victima, dressed all in white. They move slowly, silently and in perfect rhythm with one another, guiding the pilgrims through the different stages of the ritual. They begin by writing down their own private prayers, before lighting a candle and kneeling at the foot of the saint. The prayers are pinned to the body of the saint whilst flowers are delicately laid on her and small amounts of water are offered to her to ease her suffering. All of this is done in silence with only softly chanted gaelic melodies washing over the proceedings.
Thus the saint physically takes on the pilgrims pain, her body becoming more contorted and pained during the piece.
Once the rites are performed, pilgrims are offered cushions to sit and contemplate their immersive journey into this contemporary hagiographic experience.

Creative team
Persis Jade Maravala
Thelma Sharma
Jorge Lopes Ramos

Limite de ingressos: 40

Rounin

"os covardes viram idosos
os valentes viram estátuas"
Os Malvados - André Dahmer

ROUNIN não faz uso de textos, trata da história de um performer-estátua-samurai, que decide abandonar sua posição de homem-estátua e executar um ato de heroísmo. Atendendo um pedido de socorro, tenta limpar as ruas de monstros que assolam a cidade. Rounin está mais para um anti-herói do que um herói propriamente dito, decorrente de uma realidade em que não encontra um lugar para atos heróicos.

O conceito da performance nasce de uma figura histórica específica do Japão Medieval: os Rounins, que podem ser definidos como samurais sem senhores a servir, que com a perda dessa função passam a ficar completamente deslocados em sua sociedade.

A apresentação faz uso de elementos tradicionais em trabalhos performáticos de rua, como o performer-estátua, bonecos gigantes e arte performática. Neste espetáculo os bonecos-gigantes são feitos com luz, gerados através de projetor digital.

Ficha técnica
Direção/ Concepção: Leandro De Maman
Elenco: Osmar de Oliveira ou Leandro De Maman
Produção: Grupo Teatral Porto Cênico
Figurinos: Samara Zukoski/ Leandro De Maman

Limite de ingressos: Apresentação de rua/ colaboração espontânea

Estranho, eu não sou Hamlet

Mas por que eu? Mas por que não eu. Se não tivesse sido eu, eu não saberia, e tendo sido eu, eu soube – apenas isso. O que é que me havia chamado: a loucura ou a realidade? A vida se vingava de mim, e a vingança consistia apenas em voltar, nada mais. Todo caso de loucura é que alguma coisa voltou. Os possessos, eles não são possuídos pelo vem, mas pelo que volta. Às vezes a vida volta.
Clarisse Lispector.

Agir, ou não agir? Não mais apenas ‘ser ou não ser’? E sim, e principalmente, “como” ser ou não ser? Esse “como” tira a questão de mim e re-coloca-a na minha relação com os outros e o mundo que me atravessam. Como ser? E como não ser? O paradoxo extrapola o corpo e invade a ação na vida e na arte. Eu não sou Hamlet, sou apenas mais um estranho cara comum. Um artista. Um homem em conflito, preso em suas dúvidas, eis a questão. Quantos podemos ser? O que se esconde por trás do que pensamos ser? O que os outros pensam que eu sou, sou? Ou não? Quantas camadas entre o que está dentro e o que é visto por fora. Eu – o outro. Quanta transformação neste fluxo de relações. Máscaras de pele de papel e tinta impressa. Pele também de fio vermelho. A fantasia rasgada de mim mesmo. Um velho despertador quebrado, espelhos, papéis em branco, corpo de bonecas quebradas e flores secas. Linhas e dobras do jogo de um corpo exposto. Um cheiro forte e úmido. Este trabalho em processo faz parte da série ,corpoestranho, e está vinculado à pesquisa de mestrado realizada pelo artista Flávio Rabelo no Instituto de Artes da Unicamp, com orientação de Renato Ferracini e co-orientação de Fernando Villar. Para mais informações e imagens, conferir www.estranhocorpo.blogspot.com

Limite de ingressos: 40

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A ZECORA URA Theatre Network (Inglaterra-Brasil) em parceria com a Para ActiveTheatre Company (Londres) convidam artistas com processos criativos em andamento para participarem do Drift project - uma experiência ímpar para pesquisas criativas através dos desdobramentos de um possível repertório cênico e da preparação psico-física para performances artísticas. O projeto tem como meta estabelecer um espaço coletivo de criação, proporcionando uma oportunidade de encontro para artistas independentes que desejam desenvolver a habilidade de se auto-determinar a uma disciplina de investigação de diferentes práticas.
De 02 a 07 de setembro de 2009 em Miguel Pereira/RJ no C.P.C. Gargarullo.
Clique aqui para saber mais.